Sat, em sânscrito, significa verdade, Sanga reunião.
Sat Sanga pode traduzir-se como reunião de pessoas que buscam a verdade, ou simplesmente, reúnião em boa companhia.
O Sat Sanga abriu as suas portas em 2009, acolhendo todos aqueles que procuram o seu verdadeiro estado natural de ser: estado de tranquilidade, paz, satisfação, através do Yoga e do Ayurveda.
O Yoga e o Ayurveda são caminhos irmãos que nasceram da mesma raiz na Índia antiga. Ambos reflectem uma abordagem dharmica da vida - a intenção de que os todos os seres humanos se mantenham em harmonia com as leis do Universo.
“As acções realizadas para a purificação de si mesmo, com uma mudança de atitude, são karma-Yoga.” in Prayer Guide, Swami Dayananda.
O Yoga é um caminho de auto-conhecimento, cuja meta é o reconhecimento do indivíduo como livre do sofrimento e de quaisquer limitações. Este caminho não se faz sem a purificação da mente, essencial para que essa compreensão possa surgir. Só uma mente contemplativa se pode reconhecer como plena.
O Hatha Yoga recorre ao corpo como instrumento dessa purificação. O alinhamento do corpo nas posturas produz transformações físicas e energéticas, que se reflectem no estado mental. A amplitude corporal que alcançamos nos ásanas, oferece uma nova amplitude à respiração, o que se manifesta directamente na mente, tornando-se esta mais serena, objectiva e lúcida.
As técnicas do Yoga reforçam a saúde em geral, fortalecem e alongam o corpo, aumentam a capacidade pulmonar, desenvolvem a capacidade de concentração e aquietamento, e promovem a harmonização do indivíduo com toda a natureza.
Ana Luísa nasceu no Porto, em 1987. Conheceu o Yoga em 2002, e desde então, pratica e estuda para que a visão yogi possa ser a sua visão.
Em 2005 fez formação como instrutora de Yoga na Universidade de Yoga.
Em 2008 completou a formação em Yoga, iniciada em 2007 no Brasil, ministrada pelo Professor e amigo Pedro Kupfer, com quem continua a aprender sempre que se encontram.
Conheceu o método Iyengar Yoga em 2009, através da Professora Cláudia Villadelprat, com quem pratica semanalmente. Tem vindo a aprofundar a sua prática de Iyengar com Christian Pisano, e com Usha Devi e Rajiv Chanchani na Índia, em 2011.
Estuda Jñana Yoga ou Vedanta, tendo-se deslocado a Rishikesh, na Índia, em 2010 e 2011, para aprender com Swami Dayananda, seu guruji.
Ana Luísa é Licenciada em Direito pela Universidade do Porto, e Mestre em Direito pela Universidade de Coimbra.
Ayurveda é uma palavra em sânscrito que deriva de 2 raízes:
Ayu = Vida
Veda = Conhecimento ou ciência
A sua origem está descrita nos Vedas, livros de sabedoria da Índia com milhares de anos.
O Ayurveda é a ciência da vida, ou por outras palavras uma forma de bem viver. Ocupa-se da saúde do ser humano na sua totalidade, considerando corpo e mente como entidades integradas que trabalham conjuntamente para regular a nossa fisiologia. O seu objectivo é restabelecer o equilíbrio perfeito, mantendo uma vida em harmonia connosco e tudo o que nos rodeia. Utiliza a dieta, plantas medicinais, massagem, pranayama e meditação como parte de um sistema de cura holístico que funciona em paralelo com as práticas de Yoga relativamente ao corpo, mente e espírito.
Abyangam é um tratamento Ayurvédico à base de óleos terapêuticos aquecidos. Liberta o corpo de tensões, aumenta a flexibilidade e a capacidade de gerir o stress, fortifica e rejuvenesce. Destina-se a todos; grávidas, bebés, crianças, jovens, adultos activos e idosos.
Desaconselha-se o uso de Abyangam em caso de febre, indigestão, purgas, flebites agudas, varizes, condições inflamatórias, queimaduras, tumores e metástases.
Massagem ayurvedica abyangam:
1 - Completa - duração aproximada 60’
2 - Completa c/ opção de linfo-drenagem manual - duração aproximada 90’
3 - Parcial costas - duração aproximada 30’
4 - Parcial Cabeça/pescoço/ombros (posição sentada) - duração aproximada 20’
Outros tratamentos:
5 - Aplicação de compressas quentes (calor seco com ervas – othadam – ou calor humido com gengibre fresco para alivio de estados dolorosos)
6 - Massagem rosto, nariz, olhos e ouvidos - duração aproximada 15’ (Indriabyangam - com óleos medicados)
O preço das massagens varia conforme a duração e os óleos utilizados (óleos medicados da Joytinat ou óleos aromatizados com essências).
Condições especiais para tratamentos semanais.
Atendimento por marcação.
Helena Ribeiro nasceu em 1968 no Porto.
Em 2005 fez a formação inicial em massagem Ayurvédica – Abyangam, com o Swami Joythimayananda da Joytinat International School of Yoga and Ayurveda.
Em 2007 esteve no Ashram Joytinat, Corinaldo Ancona, Itália, uma vez mais, sob a orientação de Swami Yogacharya Vaidya Joytimayananda, onde aprofundou os seus estudos.
Em Fevereiro de 2011 viajou à Índia, onde pode contactar com médicos e terapeutas ayurvédicos e verificar a aplicação de diversos procedimentos desta medicina milenar. Participou na 11ª Conferencia Internacional de Ayurveda em Pune.
Tem um Bacharelato em Línguas e Secretariado – ISCAP – Porto.
“Bebida dos deuses e dos homens”, o chá é, a seguir à água, a bebida mais consumida do mundo. Tendo surgido na China há cerca de 5.000 anos, o chá teve tempo suficiente para fazer nascer inúmeras lendas, das quais a mais bela é sem dúvida, a de Chen Nung no ano de 2737 a.C. Este imperador, muito zeloso da sua saúde, mandava sempre ferver a água que bebia. Após uma longa caminhada, adormeceu à sombra de uma árvore, tendo deixado a sua água a ferver numa panela. Durante a sesta, uma leve brisa soprou algumas folhas para dentro da panela onde a água fervia. Ao acordar o imperador bebeu uma chávena dessa água e achou-a deliciosa: assim nasceu o chá…
Mais tarde foi escrito o primeiro Tratado do chá, por Lu Yu (733-804 a.C.) monge budista chinês que passou a ser conhecido o “louco do chá”, compôs uma elegia à maravilhosa bebida, na qual se insere um magnifico canto do chá, desde então lendário:
A primeira chávena humedece-me os lábios e a garganta.
A segunda bane a minha solidão.
A terceira alivia o peso do meu espírito, confuso de tanta leitura.
A quarta exala uma ligeira transpiração, dissipando pelos meus poros todas as aflições da vida.
A quinta purifica-me.
A sexta abre-me o reino dos imortais.
A sétima, ah! Que não posso continuar a beber.
Já não sinto o sopro do vento que enche as minhas mangas.
Transportado por esta doce brisa, eu ganho o céu.
Terá sido por volta do seculo VII, sob a dinastia Tang, que o chá começou a ser exportado para outros países, o primeiro terá sido o Tibete. No Japão só apareceria no século X, por volta do ano 912 com as primeiras plantações.
Foram os monges budistas que descobriram as virtudes do chá para a saúde, sobretudo a faculdade de lhes permitir manterem-se acordados durante longas horas de meditação. O Imperio do Meio estava então sob o reinado da Dinastia Sung (960-1279). Foi provavelmente nesta época que a Europa descobriu o chá, de acordo com Marco Polo (1254-1324), que o descreve como uma bebida exótica com propriedade de conservar as mulheres e os idosos!
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